quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Singularidade


Por Paulo Bergsten Mendes

Ninguém compreendia aquele question mark.
Chegou do nada, feito emoção.

Abrupto, feito curva inesperada.
Descobriu-se.

E toma comentário geral, cheio de veneno.
Aquele leva e traz sobre a nova.

E quis afundar no meio daquele rebuliço.
Desbotou-se.

Não tinham cabeça aberta para absorvê-lo.
Terra quadrada essa.

Que sufocam uma andorinha de fazer verão.

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