quinta-feira, 27 de novembro de 2008

E Quase Quebrou a Perna



O amor acordou cedo. Escovou os dentes. Tomou um banho gostoso. E correu para seu desjejum.

Saiu da mesa apressado. Pegou o ônibus lotado. E chegou ao seu destino de sempre.

Trabalhou como condenado. Almoçou na hora marcada. E ao final do dia, fez o caminho de volta.

Tropeçou ao chegar em casa. E quase quebrou a perna.

O amor sobrevivia a uma rotina quase morna, mas fria. E quase quebrou a perna.

E Quase Quebrou a Perna- Por Paulo Bergsten Mendes

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Impressões


Amo-Te Perdidamente Com O Mesmo Afeto Que Devoto À Vida.
Você Permeia Meu Repertório De Sonhos Mutantes, Que Me Sustentam.
Mas Como Uma Alface, Você Não Sacia A Minha Fome De Carne.
Em Minha Mente São Despejadas Palavras Sem Nexo, Gênero Ou Idade.
Absorvo, Lentamente. Essa Infiltração. Como Se Fosse.
Quarteirões Ando, Sem Saber Porque Dividiram O Mundo Assim.
Chego Cedo Na Fila, Para Poder Ficar Próximo Do Antes E Do Depois.
O Homem Nasceu Para Ser Admirado. Quem Me Dera Ter Nascido Com Esse Propósito.
O Homem Não Nasceu Ainda Então.
Uma Chuvinha Gelada Molha As Pálpebras Da Minha Esperança.
Sim, A Maior Riqueza Está No Amor.
Pensando Assim, O Brasil Não É De Miseráveis.
Ou Será Que Será?


Impressões - Por Paulo Bergsten Mendes

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Mau-humor



A: Ninguém, por favor me empresta um sorriso?

B: Vou cobrar com juros.

A: Alguém, por favor, passa-me um pouco de alegria?

C: Economize que está acabando.

A: Ninguém, você sabe aonde mora a amizade?

B: Longe da Palestina.

A: Alguém, responda-me uma coisa.

C: Não fale comigo, que estou de mau-humor hoje.

A: Ninguém, estou perdendo a cabeça.

B: E eu com isso.

A: Alguém, estou tão carente hoje..

C: Vai se f.. então.



Mau-humor

De Paulo Bergsten Mendes