
O amor acordou cedo. Escovou os dentes. Tomou um banho gostoso. E correu para seu desjejum.
Saiu da mesa apressado. Pegou o ônibus lotado. E chegou ao seu destino de sempre.
Trabalhou como condenado. Almoçou na hora marcada. E ao final do dia, fez o caminho de volta.
Tropeçou ao chegar em casa. E quase quebrou a perna.
O amor sobrevivia a uma rotina quase morna, mas fria. E quase quebrou a perna.
E Quase Quebrou a Perna- Por Paulo Bergsten Mendes
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