sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Agora


Agora, busco a felicidade, mas sei que junto virá um pouquinho de melancolia. Como um pêndulo que cumprimenta pólos opostos, o sorriso anda de mãos dadas com o choro.

Agora, vejo que vida é tão frágil, que parece louça fina, o cristal da champanhe. Mas desejo tanto, tanto, tudo, tudo, que tento abraçar-me de vida, viva.

Agora, passo tardes inteiras comigo, sonhando. E como desejo o viver, o amor, tocar e ser tocado por afeto. Chamam isso de carência. Chamo isso de razão de existir.

Agora, meus amigos me iluminam. Percorri quilômetros e anos, andei por caminhos novos, desbravei matas. Mas cheguei junto de ti. Obrigado, amizade, você esteve presente e ausente, apoiando-me em tudo.

Agora, que sentei nesse banco, para cheirar flores e ver o por do sol, escrevi essas palavras, matei a minha sede.

Agora, estou mais perto de você e de mim. Voltei a sentir como um vento a sua e minha brisa. Estou tão feliz.

Agora, prossigo meu passeio pelo mundo.



Agora - Por Paulo Bergsten Mendes

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